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Citações

‘A Compostela aproximamo-nos como quem se aproxima do milagre’

Álvaro Cunqueiro

‘Las geografías imaginarias’

 

‘Santiago de Compostela é uma criação surpreendente. Nasceu de uma estrela que indicava um túmulo e floresceu sobre esse sepulcro. De todos os modos estamos a falar de uma obra aberta, com páginas de cronologia em espiral que se solapam como pétalas de uma enigmática rosa’.

Manuel Rivas

Apresentação de um filme ‘La Rosa de Piedra’

 

‘... Já sabes que logo que chegarmos a Compostela todos os nosso pecados serão perdoados, inclusivamente aqueles os que nem sabemos que tínhamos cometido. (...) Já que no fim da nossa viagem nos veremos a nós próprios como meninos recém-nascidos. Veremos o invisível’

Jesús Torbado

‘El peregrino’

 

‘Verás a maravilha do Caminho / caminho da sonhada Compostela. / ¡Oh lírio e ouro! Peregrino / numa planície entre copos de candeia’.

Antonio Machado

‘Coplas elegíacas’

 

‘Sempre acreditei, e continuo a acreditar, que não há no mundo uma praça mais bela que a de Siena. A única que me fez duvidar foi a de Santiago de Compostela, graças ao seu equilíbrio e ao seu ar juvenil que não permite pensar na sua idade venerável mas que até parece ter sido construída no dia anterior por alguém que tivesse perdido o sentido do tempo. É uma cidade viva, tomada por uma multidão de estudantes alegres e buliçosos, que não lhe dão nem uma trégua para envelhecer. Nos muros intactos, a vegetação abre uma passagem entre as gretas, numa luta implacável por sobreviver ao esquecimento, e encontramo-nos se em cada passagem, como a coisa mais natural do mundo, com o milagre das pedras florescidas’.

Gabriel García Márquez

‘Viendo llover en Galicia’. El País

 

‘(...) e se virmos a cidade desde a Herradura, parece um grande bosque escuro de pedra, que sobressai sobre a verdura risonha da campina’.

Miguel de Unamuno

‘Andanzas y visiones españolas’

 

‘Reconheço a porta principal da catedral muito facilmente (...) e creio que a amo mais e significa mais para mim que qualquer outro edifício no mundo’.

Ernest Hemingway

‘The Cardinal picks a winner’

 

‘Também a pedra, se houver estrelas, voa / Sobre a noite biselada e fria / crescei, gémeos lírios da ousadia, / crescei, fazei força, torres de Compostela’.

Gerardo Diego

‘Ante las torres de Compostela’

 

‘Rosa mística de pedra, flor românica e tosca, como no tempo das peregrinações, conserva uma graça ingénua de velho latim rimado. Dia por dia, a oração de mil anos renasce no tangido dos seus cem sinos, na sombra de seus pórticos com santos e mendigos, no silêncio sonoro dos seus átrios com flores franciscanas entre a juntura das lajes (...).’

Ramón del Valle Inclán

‘La lámpara maravillosa’

 

‘Chove em Santiago / meu doce amor. / Camélia branca do ar / brilha entebrecida o sol. / Chove em Santiago / na noite escura. / Ervas de prata e de sonho / cobrem a vácua lua’. ¿Quem fere o potro de pedra / na própria porta do sonho'/ ¡É a lua! ¡É a lua / na Quintana dos mortos!

Federico García Lorca

‘Seis poemas gallegos’

 

‘Santiago, mar de pedra / estremecida de vento’

Celso Emilio Ferreiro

Obra completa

 

‘À luz do sol, o Jerusalém do Occidente (...) parece venerável e pacífica, sem austeridade nem cenho; mas nas longas noites hibernais, quando nas angostas ruas se espessa a escuridão e a enorme sombra da catedral se projecta no  piso da Quintana de Muertos, e o relógio conta as horas com língua de bronze e a lua verte vaporosas ondas de luz sobre as caladas torres, a impressão que produz Santiago é solene’.

Emilia Pardo Bazán

‘Pascual López. Autobiografía de un estudiante de Medicina’

 

‘...(...) agora desconfiarei para sempre do que guardam as sombras e as pedras da minha cidade, tão dadas, por certo, a atrair os temporais’

Suso de Toro

‘Trece Campanadas’

 

‘Compostela cresce ao redor de sino. O sino vai criando tudo dia a dia, século a século, simplesmente a dar as horas. E o nevoeiro é o caos de onde o sino vai tirando as coisas’.

Gonzalo Torrente Ballester

‘Compostela y su ángel’

 

‘¡Adeus!' ...Quando voltar, se voltar, tudo estará onde estava: Os mesmos montes negros e as mesmas alvoradas, do Sar e do Sarela fitando-se nas águas; os mesmos verdes campos, as mesmas torres pardas da catedral severa observando ao longe...’

Rosalía de Castro

‘Follas Novas

 

Etiquetas:Santiago Avaliações: 7
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